Friday, October 31, 2014

DOURO... d'ouro!

   
São incontáveis socalcos
Onde a Mão de Deus pousou
E a do Homem emprestou  
A Arte própria dos palcos.
Só Poetas e Escritores
Sabem descrever tais feitos
Evocando com seus preitos
Todos esses seus amores.
Nas íngremes belas encostas
Vivem milhões de flores
Carregadinhas de cores
Como s'ali fossem postas.
Mas é nas cepas fecundas
Que aqueles lugares se fundem
Onde Home'e Terra confundem
As suas paixões profundas.
Extraem com grande afã
Dos maduros cachos, ouro,
Liquefeito num tesouro
Mas de recompensa anã.
Deles sai o Vinho Fino
Cujo marketing é o "PORTO"
Que deixa tudo absorto
Bebendo-o em desatino.
Mas é "...vinho natural,
sujeito a criar depósito..."
Por isso,  é de propósito
Qu'ele é tão especial.


(algumas das quadras que fiz aquando uma viagem em     Abril de 2009, na "Rota dos Escritores")




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