Monday, November 3, 2014

PORTO D'ENCANTO




    PORTO D'ENCANTO









I



VIII








Um viandante absorto
Edificaram-lhe as pontes
Viu  na encosta sobranceira E o seu ventre rasgaram
Uma cidade altaneira
Mas por vezes olvidaram
A quem deram nome: PORTO! Abrir novos horizontes!









II



IX








Quis inteirar-se da História Rasgaram-se novas ruas
De tão nobre e bela terra
Mais praças e avenidas
E do segredo que encerra
Algumas delas nascidas
Em ter honra e ter glória!
À custa de mil gazuas!









III



X








São louvores da sua gente É sentido figurado
Emanados do granito
Mas é físico, também,
Onde se encontra  bem 'scrito Porque devia ir além
Qu' o seu povo é diferente! Esse ciclo, iniciado!









IV



XI








Assim o fez em batalhas
Devia  galgar barragens
Refregas e convulsões
Que se foram construindo
Abrilhantando os brasões Porque muitos, que fugindo,
E tecendo  belas malhas!
Não delimitaram margens!









V



XII








Por isso ela foi crismada
A aura que grajeou
Com  apodo de Invicta
No comércio e património
E com a força convicta
Forneceu-lhe um ar idóneo
De à Liberdade apegada!
Que sempre a catapultou!









VI



XIII








Foi rural e foi burguesa
Mas de si se esqueceram
Em suas eras distintas
Deram-lhe morbilidade
Com suas granjas e  quintas Matando a modernidade
A quem imprimiu beleza!
Que em campanhas prometeram!









VII



XIV








Muitas delas irrigadas
Sempre ela  resistirá
Por água do rio Douro
A essas rudes maleitas
Esse corrente tesouro
Contrariando desfeitas
Com histórias encantadas! Pois Leal é… e será!





















Março de 2012
























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