| PORTO D'ENCANTO | |||||||
| I | VIII | ||||||
| Um viandante absorto | Edificaram-lhe as pontes | ||||||
| Viu na encosta sobranceira | E o seu ventre rasgaram | ||||||
| Uma cidade altaneira | Mas por vezes olvidaram | ||||||
| A quem deram nome: PORTO! | Abrir novos horizontes! | ||||||
| II | IX | ||||||
| Quis inteirar-se da História | Rasgaram-se novas ruas | ||||||
| De tão nobre e bela terra | Mais praças e avenidas | ||||||
| E do segredo que encerra | Algumas delas nascidas | ||||||
| Em ter honra e ter glória! | À custa de mil gazuas! | ||||||
| III | X | ||||||
| São louvores da sua gente | É sentido figurado | ||||||
| Emanados do granito | Mas é físico, também, | ||||||
| Onde se encontra bem 'scrito | Porque devia ir além | ||||||
| Qu' o seu povo é diferente! | Esse ciclo, iniciado! | ||||||
| IV | XI | ||||||
| Assim o fez em batalhas | Devia galgar barragens | ||||||
| Refregas e convulsões | Que se foram construindo | ||||||
| Abrilhantando os brasões | Porque muitos, que fugindo, | ||||||
| E tecendo belas malhas! | Não delimitaram margens! | ||||||
| V | XII | ||||||
| Por isso ela foi crismada | A aura que grajeou | ||||||
| Com apodo de Invicta | No comércio e património | ||||||
| E com a força convicta | Forneceu-lhe um ar idóneo | ||||||
| De à Liberdade apegada! | Que sempre a catapultou! | ||||||
| VI | XIII | ||||||
| Foi rural e foi burguesa | Mas de si se esqueceram | ||||||
| Em suas eras distintas | Deram-lhe morbilidade | ||||||
| Com suas granjas e quintas | Matando a modernidade | ||||||
| A quem imprimiu beleza! | Que em campanhas prometeram! | ||||||
| VII | XIV | ||||||
| Muitas delas irrigadas | Sempre ela resistirá | ||||||
| Por água do rio Douro | A essas rudes maleitas | ||||||
| Esse corrente tesouro | Contrariando desfeitas | ||||||
| Com histórias encantadas! | Pois Leal é… e será! | ||||||
| Março de 2012 | |||||||
"FIM-DO-RIO", sem ser foz/revê-se mais em nascente/qu'anseia ter força atroz/para inverter a corrente!
Monday, November 3, 2014
PORTO D'ENCANTO
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