| COMO UMA TEIMA | |||||
| Vem, e desfila o teu robusto olhar | |||||
| Sobre este meu hoje turvado espanto | |||||
| Que sem ser de lágrimas ou de pranto | |||||
| É o reflexo de, absorto, olhar o mar. | |||||
| Se meus olhos húmidos s'enubelam | |||||
| Com a poalha da água assim lançada | |||||
| À custa da bela onda esborrachada, | |||||
| Vem junto a mim, senão os mesmos gelam! | |||||
| O calor que sair da tua boca | |||||
| Quando beijares estes, marejados | |||||
| Secá-los-á, pondo a minha alma louca. | |||||
| E do fogo incandescente que queima | |||||
| Surge pujante e querido o AMOR | |||||
| Que persistirá em mim, como uma teima! | |||||
| JUNHO.2005 | |||||
"FIM-DO-RIO", sem ser foz/revê-se mais em nascente/qu'anseia ter força atroz/para inverter a corrente!
Wednesday, October 29, 2014
COMO UMA TEIMA
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