Wednesday, October 29, 2014

COMO UMA TEIMA





    COMO UMA TEIMA












Vem, e desfila o teu robusto olhar
Sobre este meu hoje turvado espanto
Que sem ser de lágrimas ou de pranto
É o  reflexo de, absorto, olhar o mar.






Se meus olhos húmidos s'enubelam
Com a poalha da água assim lançada
À custa da bela onda esborrachada,
Vem junto a mim, senão os mesmos gelam!






O calor que sair da tua boca

Quando beijares estes, marejados
Secá-los-á, pondo a minha alma louca.






E do fogo incandescente que queima
Surge pujante e querido o AMOR
Que persistirá em mim, como uma teima!
































JUNHO.2005

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