Friday, October 17, 2014

RETRATO DA MINHA TERRA



  RETRATO DA MINHA TERRA - II






















I


VII











Minha terra é Rio Tinto
Adjectivos d'humanos

Concelho de Gondomar
Com substância vincada

Quantas vezes eu a "pinto" Que tem benesses e danos
Com as cores de secular!
Na governação usada.











II


VIII











Não tem Museus nem muralhas O seu largo território

Nem grandes Praças e Ruas Era terra de sustento

Mas travaram-se batalhas
Agora é um dormitório

Devido a possessões suas. Com um Plano sem tento.











III


IX











Diziam os seus antigos
Nem as margens preservaram
Avós meus, todos finados
Do rio que corre sujo

Qu' ela se livrou de p'rigos
Antes tudo encafuaram

À custa d'homens ousados. Como se fosse um sabujo.











IV


X











Por isso, o sangue vertido
É urgente que te levantes

Nas batalhas dessa guerra Da lassidão que t'encontras
Viu curso do rio tingido
E possas ter, como dantes
E deu nome à minha terra.
Tuas margens como montras!










V


XI











Pode até ser uma lenda
Montras onde se revejam

Ou uma verídica história
Verdes relvados viçosos

Mas inscreve-se na senda
E os lírios que os bordejam
Do qu'é bem nossa memória! Sejam, também, bem vistosos!










VI


XII











Mas sempre a História é dinâmica UTOPIA, QUANTO BASTE
Com seus milhares d'episódios NESTE MEU POBRE EXERCÍCIO
Que d'uma forma mecânica PARODOXO E CONTRASTE
Faz gerar paixões e ódios. DESTE MEU ETERNO VÍCIO!












02-03-2010




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