
| RETRATO DA MINHA TERRA - II | |||||||||
| I | VII | ||||||||
| Minha terra é Rio Tinto | Adjectivos d'humanos | ||||||||
| Concelho de Gondomar | Com substância vincada | ||||||||
| Quantas vezes eu a "pinto" | Que tem benesses e danos | ||||||||
| Com as cores de secular! | Na governação usada. | ||||||||
| II | VIII | ||||||||
| Não tem Museus nem muralhas | O seu largo território | ||||||||
| Nem grandes Praças e Ruas | Era terra de sustento | ||||||||
| Mas travaram-se batalhas | Agora é um dormitório | ||||||||
| Devido a possessões suas. | Com um Plano sem tento. | ||||||||
| III | IX | ||||||||
| Diziam os seus antigos | Nem as margens preservaram | ||||||||
| Avós meus, todos finados | Do rio que corre sujo | ||||||||
| Qu' ela se livrou de p'rigos | Antes tudo encafuaram | ||||||||
| À custa d'homens ousados. | Como se fosse um sabujo. | ||||||||
| IV | X | ||||||||
| Por isso, o sangue vertido | É urgente que te levantes | ||||||||
| Nas batalhas dessa guerra | Da lassidão que t'encontras | ||||||||
| Viu curso do rio tingido | E possas ter, como dantes | ||||||||
| E deu nome à minha terra. | Tuas margens como montras! | ||||||||
| V | XI | ||||||||
| Pode até ser uma lenda | Montras onde se revejam | ||||||||
| Ou uma verídica história | Verdes relvados viçosos | ||||||||
| Mas inscreve-se na senda | E os lírios que os bordejam | ||||||||
| Do qu'é bem nossa memória! | Sejam, também, bem vistosos! | ||||||||
| VI | XII | ||||||||
| Mas sempre a História é dinâmica | UTOPIA, QUANTO BASTE | ||||||||
| Com seus milhares d'episódios | NESTE MEU POBRE EXERCÍCIO | ||||||||
| Que d'uma forma mecânica | PARODOXO E CONTRASTE | ||||||||
| Faz gerar paixões e ódios. | DESTE MEU ETERNO VÍCIO! | ||||||||
| 02-03-2010 | |||||||||
No comments:
Post a Comment