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A BOLOTA E A PERDIGOTA
O poeta está um “cota”
Porque s’agarra ao
passado
E ao seu parco bocado
Do “povo” que o adota!
Ele sabe que é batota
Usar arma d’arremesso
Qual pão duro e recesso
Para atingir sua quota!
Tem os pés de terracota
Se se mexe logo os
desfaz
Tenta fugir para trás
E desvia-se da rota.
Ele sabe que boicota
Se persistir na
guerrinha
Mas mesmo assim
s’abespinha
Se alguém lhe diz qu’é
anedota!
JANEIRO.2017
Serafim T. Faria


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