Wednesday, November 8, 2017



Hoje, mesmo sem qualquer propósito, apetece-me inserir estas quadras.

A  BOLOTA E A PERDIGOTA

O poeta está um “cota”
Porque s’agarra ao passado
E ao seu parco bocado
Do “povo” que o adota!


Ele sabe que é batota
Usar arma d’arremesso
Qual pão duro e recesso
Para atingir sua quota!

Tem os pés de terracota
Se se mexe logo os desfaz
Tenta fugir para trás
E desvia-se da rota.

Ele sabe que boicota
Se persistir na guerrinha
Mas mesmo assim s’abespinha
Se alguém lhe diz qu’é anedota!

                       JANEIRO.2017
                                 Serafim T. Faria

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