Sunday, October 15, 2017

Há meses (bastantes) que não entro neste espaço, nem sequer tenho aberto este blogue para postar seja o que for. Não que não haja sempre motivos para se abordar os temas do dia-a-dia, ou comentar as diversíssimas opiniões que por aí pululam, mas tenho "vogado por outras paragens" e a minha disponibilidade (física e mental) e capacidade nem sempre se coadunam com poder exercer qualquer pretensa diferença e para banalidades e vacuidades não estou para aí virado.
Assim, hoje apetece-me postar umas quadras que fiz há mais de uma ano e em que pretendo "dizer" que não há seres (humanos!?) iguais, mas apesar de tudo ainda acredito na Humanidade.



IMPRESSÕES DIGITAIS

                   I

         Cada um de nós é um mundo
        Com dif’rentes meridianos
        Que só se torna fecundo
        Com sentimentos Humanos!

                   II

As impressões digitais
Distintas, como é sabido
São os referenciais
Do que não é repetido.

                   III

Não há cérebros iguais
Nem na personalidade
Porque se herda dos pais
Uma só identidade!

                   IV

Não vou entrar em matérias
Do campo psicológico
Porque sendo coisas sérias
Por mim…, não seria lógico!

                   V

Muito menos entrarei
       Aqui, na  neurologia
Porque, por certo, errarei
Se me centrar nessa via!

                   VI

Limito-me a constatar
Somatório d’expe’riências
E nunca, jamais, vogar
Nas intrincadas Ciências!

                   VII

No entanto, eu enalteço
O que é o género Humano
Sem querer pagar o preço
Daquilo que faz de dano.

                 03/06/2016
              Serafim T. Faria


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